Na noite de segunda-feira, 31 de março, o Cinemax Piraju recebeu a pré-estreia do documentário "Terceira Margem", dirigido por José Cury. O filme mergulha na relação entre os habitantes de Piraju e o rio Paranapanema, abordando aspectos culturais, ambientais e históricos da região.
Com direção e montagem de José Cury e roteiro assinado por Cury e Paulo Viggu, o documentário conta ainda com direção de fotografia de Gê Strazzi, som direto de Bruno Vasconcelos, produção executiva de Giovani Pansanato e direção de produção de Vanessa Bertelli. A trilha sonora é composta por Bruno Rizzato e Alexandre Santos, com mixagem de Abu. O projeto também conta com consultoria de montagem de Álvaro Andrade, criação de imagens por IA(Inteligência Artificial) de Mayara Ferrão e identidade visual assinada por Juneco Marcos.
A sessão foi gratuita, com retirada de ingressos a partir das 19h10, e contou com um bate-papo com o diretor e a equipe após a exibição. Durante a conversa, José Cury destacou o processo de distribuição do filme e a importância da sua circulação nos festivais de cinema.
A trajetória do filme
nos festivais
Cury explicou que a exibição do filme em festivais segue um circuito específico. "Meu desejo é que esse filme se espalhe, porque ele deixa de ser nosso. Ele é um filme de Piraju para o mundo, feito para isso", afirmou. Ele destacou a importância da participação em festivais nacionais e internacionais. "Temos festivais como Gramado, Tiradentes, o DOCSP, o For Rainbow, o festival de cinema etnográfico no Ceará. São eventos que possibilitam levar a história de Piraju para outros lugares. E até para fora do Brasil como festivais na Europa".
O diretor ressaltou que para participar desses festivais, é necessário preservar o ineditismo do filme. "Se o filme está disponível online, ele deixa de ser inédito e não pode ser aceito nesses eventos. Então, o caminho natural é primeiro passar por esse circuito, para que ele tenha maior alcance e visibilidade".
Uma pessoa da plateia perguntou sobre o impacto dos festivais na carreira do documentário. Cury respondeu: "Os festivais são como uma chancela de qualidade. Se o filme passa por esse circuito e tem boas avaliações, ele ganha força para outras exibições e até mesmo para possíveis premiações. É uma forma de legitimar o trabalho que foi feito".
Futuro do documentário
Após esse período, novas estratégias de exibição poderão ser exploradas. "Depois desse um ano, podemos pensar em outras parcerias, como exibições em escolas, universidades e mostras específicas", explicou Cury. Ele também mencionou a possibilidade de levar "Terceira Margem" para a televisão. "O formato de 43 minutos pode ser acolhido dentro da janela televisiva, permitindo que mais pessoas tenham acesso a essa história".
Outra pergunta do público foi sobre a acessibilidade do filme para diferentes públicos. Cury respondeu: "Pensamos nisso desde o início. A ideia é que, no futuro, o documentário tenha versões com legendas e até áudio descrição, para que mais pessoas possam se conectar com essa narrativa".