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Filme é um presente para Piraju, diz diretor da Terceira Margem

Postado à, 1 dias atrás | 5 minutos de leitura

Filme é um presente para Piraju, diz diretor da Terceira Margem
Futuro do documentário que "é um presente para Piraju", nas palavras do diretor José Cury
Após esse período, novas estratégias de exibição poderão ser exploradas. "Depois desse um ano, podemos pensar em outras parcerias, como exibições em escolas, universidades e mostras específicas", explicou Cury. Ele também mencionou a possibilidade de levar "Terceira Margem" para a televisão. "O formato de 43 minutos pode ser acolhido dentro da janela televisiva, permitindo que mais pessoas tenham acesso a essa história".
Outra pergunta do público foi sobre a acessibilidade do filme para diferentes públicos. Cury respondeu: "Pensamos nisso desde o início. A ideia é que, no futuro, o documentário tenha versões com legendas e até audiodescrição, para que mais pessoas possam se conectar com essa narrativa".
A importância do filme para Piraju
O diretor destacou o impacto do documentário para a comunidade local. "A gente cuida tanto dessa história, mas às vezes o município vizinho nem sabe do rio de Piraju. É importante levar essa narrativa para além das nossas margens". Ele reforçou que a produção do filme envolveu um processo cuidadoso de pesquisa e construção narrativa, ressaltando a relevância histórica do rio Paranapanema para a identidade de Piraju.
Uma espectadora perguntou sobre o que mais o surpreendeu durante as gravações. Cury respondeu: "A riqueza das histórias que ouvimos. O rio não é só um curso d’água, ele tem vida, tem memória. Cada pessoa que entrevistamos trouxe uma perspectiva única, e isso fez com que o documentário ganhasse ainda mais força".
O pescador Macario e a primeira cena do filme
Em um momento especial do debate, o diretor de cultura Mário Dino direcionou uma pergunta ao pescador Macario, que aparece na primeira cena do documentário.
Mário Dino: "Macario, o que representa para você ver a sua história abrindo este filme? O que você sentiu ao se ver na tela grande, sabendo que sua trajetória e sua conexão com o rio estão sendo compartilhadas com tantas pessoas? Como foi viver essa experiência de fazer parte dessa narrativa, dessa memória viva do rio?"
Macario respondeu emocionado: "Foi um impacto, né? A gente nunca imagina que uma coisa dessas vai acontecer com a gente. De repente, eu estou lá, na tela, minha história, minha vida, meu rio... Foi uma surpresa e uma alegria ao mesmo tempo."
O diretor José Cury complementou: "Desde o início, eu sabia que a primeira cena tinha que ser dele. O Macario representa essa relação viva com o rio, o jeito como ele fala, como ele se move na água, como ele entende cada correnteza. Isso é algo que a gente queria transmitir desde o primeiro segundo do filme."
Macario ainda relembrou momentos das gravações: "A gente gravou ali naquele ponto do rio onde eu pesco desde criança. Então, cada cena ali me trouxe lembranças... Meu pai pescava ali, meu avô também. O rio tem memória, sabe?"
Cury concordou: "É isso. O rio tem memória. O documentário tenta capturar essa memória e devolver para as pessoas. É muito mais do que um filme, é um registro vivo da história de Piraju e do Paranapanema."
Material extra e novas possibilidades
Durante o debate, José Cury revelou que há 35 horas de material bruto gravado para o documentário, o que abre possibilidades para novos conteúdos quem sabe no futuro. "Temos um desejo de, no futuro, revisitar esse material e criar conteúdos complementares. Hoje em dia, chamam isso de 'reels', né ? São pequenos trechos que podem ser divulgados e aprofundar ainda mais essa história sensibilizando as pessoas com as histórias".
Por fim, o diretor agradeceu a todos os envolvidos na realização e distribuição do documentário, destacando o apoio da Secretaria de Cultura de Piraju e da Lei Paulo Gustavo. "Esse filme é um presente para Piraju. Que ele continue reverberando e levando nossa história para cada vez mais longe".