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Luz do Mundo, artigo de Pedro Ferreira de Lima Filho

Postado à, 100 dias atrás | 4 minutos de leitura

Luz do Mundo, artigo de Pedro Ferreira de Lima Filho
Desde o princípio, a história da humanidade é entrelaçada pela promessa de redenção. No Livro do Gênesis nos apresenta um Deus que, mesmo diante da queda, sussurra esperança: “Da tua descendência nascerá aquele que esmagará a cabeça da serpente” (Gn 3,15). Este fio de ouro percorre todo o Antigo Testamento, tecendo profecias que anunciam a chegada de um Messias, o Libertador, o Emanuel, “Deus conosco”.
 
Os profetas levantaram suas vozes como trombetas. Isaías, em tom celestial, vislumbrou: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para os que habitavam na terra da sombra da morte, uma luz resplandeceu” (Is 9,2). Miqueias, com precisão divina, apontou o local: “Tu, Belém-Efrata, pequena entre os clãs de Judá, de ti sairá aquele que será o governante de Israel” (Mq 5,2).
 
E então, no tempo perfeito, quando o céu e a terra aguardavam em expectativa sagrada, o Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14). Em um humilde estábulo, cercado por pastores e ovelhas, nasceu o Rei do Universo. Aquele que sustenta as galáxias foi deitado em uma manjedoura. Na simplicidade de Belém, Deus revelou o maior mistério da fé: o Todo-Poderoso se fez pequeno para que os pequenos pudessem encontrar a eternidade.
 
Os céus não se contiveram. Uma multidão de anjos anunciou aos pastores: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens de boa vontade!” (Lc 2,14). A estrela guiou os magos do Oriente, sábios que trouxeram ouro, incenso e mirra, símbolos da realeza, divindade e sacrifício do Menino Deus.
 
O Natal não é um fim, mas o início de uma nova aliança, onde o amor de Deus é plenamente revelado. A cruz já se delineava no horizonte, pois o Filho do Homem nasceu para morrer e, com Sua morte, trazer a vida eterna. A gruta de Belém antecipa o túmulo vazio de Jerusalém.
 
Hoje, diante do presépio, somos chamados a contemplar esse mistério de amor. Natal não é apenas um evento histórico, mas uma convocação à fé. Deus continua nascendo no coração de cada pessoa que se abre à Sua luz. Somos convidados a ser como os pastores, que deixaram tudo para adorar, ou como os magos, que ofereceram o que tinham de melhor.
 
Que neste Natal, possamos renascer com Cristo, deixando que a Luz do Mundo ilumine nossas trevas. Que o espírito do Natal não seja apenas uma memória fugaz, mas um compromisso diário de viver a fé, de amar o próximo e de anunciar, com a vida, que o Salvador nasceu.
 
Na manjedoura de Belém, a eternidade tocou o tempo. E nós, filhos dessa promessa, seguimos o Caminho de Fé, proclamando: “Maranathá!”Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22,20).
 
Prof. Dr. Pedro Ferreira de Lima Filho é Articulista, Filósofo, Pedagogo e Teólogo. E-mail: filho9@icloud.com